quarta-feira, 20 de abril de 2016

Jesus o Enviado do Pai.



Jesus o Enviado do Pai.

             Jesus (Hb 3:1). Ele é o apóstolo supremo. Nele vemos um ministério apostólico de estatura completa.

Hebreus 3:1 - POR isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

A palavra apóstolo significa literalmente, um "enviado", e é derivada do radical "enviar". Não contém em si nenhum pensamento de propósito ou função. Seu significado é simplesmente o de "alguém que é enviado".

Há uma palavra equivalente no hebraico que amplia um pouco nossa compreensão do vocábulo apóstolo. Na parte do Talmud que trata da lei oral há uma passagem que diz:

"Se aquele que ora o tefilloh (oração judaica) cair no erro, será mau presságio para ele, e se ele for o agente (apóstolo) da congregação, será mau presságio para aqueles que assim o designaram, porque o agente se assemelha àquele que o designou."

Vemos que se um homem fizer orações e depois cair em erro, trará vergonha sobre si mesmo. Se o homem que caiu no erro for o agente, ou apóstolo, de uma congregação, então trará vergonha sobre a congregação por causa desta ligação: o apóstolo se assemelha àquele que o designou. O apóstolo é mais do que um simples mensageiro. Ele se identifica com aquele que o enviou.

O registro mais antigo desta palavra no grego está nos escritos de Heródoto, e se refere a um arauto enviado para conseguir armistício.



(Armistício é um acordo formal, segundo o qual, partes envolvidas em conflito armado concordam em parar de lutar.[1] Não necessariamente é o fim da guerra, uma vez que pode ser apenas um cessar-fogo enquanto tenta-se realizar um tratado de paz.[1] A palavra deriva do latim: arma (arma) e stitium (parar).
 
 
 Vamos examinar, apostello, é um termo que geralmente sugere um enviado autorizado ou oficial.

Ligando estas definições, vemos que a palavra apóstolo é muito rica. Sugere que Jesus Cristo foi "enviado por parte do Pai", não como um simples mensageiro, mas como alguém que se identificava com o Pai, e que veio representar aquele que o enviara.

PARA SALVAÇÃO.


O propósito do seu apostolado é descrito em muitas passagens do Novo Testamento. João destaca um motivo especial. "Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo; mas para que o mundo fosse salvo por ele" (Jo 3:17, veja também 1 Jo 4:9,10,14).
I João 4:9 - Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 10 - Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 13 - Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.

O envio de Jesus foi para tratar do pecado da humanidade e introduzi-la na vida e na salvação, em uma definição ainda mais simples, Jesus disse: "Eu vim para fazer a vontade daquele que me enviou" (Jo 5:30). Jesus, o apóstolo, se preocupava em executar a vontade daquele que o enviou.




PARA EDIFICAR A CASA DE DEUS.


Em Hebreus 3 há mais um motivo para seu apostolado. Esta passagem inteira fala sobre a edificação da casa de Deus. Jesus não veio somente para trazer salvação aos homens e às mulheres, mas veio assegurar que aqueles que haviam recebido a vida fossem edificados juntos como uma habitação de Deus. "Considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote... Jesus", que edificou a casa (Hb 3:1-3). Ele foi enviado para tratar do pecado dos homens, para levá-los à salvação e à vida, e finalmente para culminar sua missão edificando uma casa onde Deus pudesse morar, uma casa que Deus pudesse encher com sua presença.

Moisés que também é citado nesta passagem em Hebreus. Ele foi fiel na casa de Deus. Em Atos 7, Moisés tinha um ministério de salvação. Ele foi enviado para ser um libertador (v. 35). Atos 7:35 - A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça.

 Ele também tinha outra missão. Deveria construir um lugar de morada para Deus segundo o modelo que Deus havia mostrado no monte (Atos 7:44 - Estava entre nossos pais no deserto o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.)

 O ministério apostólico de Moisés envolvia não só a redenção, mas também a edificação da casa de Deus. Moisés aqui é uma figura do objetivo final de Deus, uma casa não feia por mãos humanas, mas edificada com pedras vivas.

MISSÃO NÃO ACABADA.


Em Atos 3, podemos concluir que o ministério apostólico de Jesus ainda não foi consumado e que não se encerrou com a ressurreição, Jesus é enviado mais uma vez - para abençoar Israel, e também para abençoar todas as nações (vv. 21,25). Mas como Jesus poderia ser enviado após ressuscitar dos mortos? Ele foi enviado através do ministério da igreja.

Atos 3:21 - O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.25 - Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.


JESUS CONCEDE O DON DE APOSTOLO A  IGREJA.


A ressurreição de Jesus causou transformação no ministério apostólico. Aquele ministério exclusivo de Jesus e dos doze agora é ampliado. O que fora limitado geograficamente à Palestina, agora se torna universal. É significativo que em Efésios 4 é o Senhor ressurreto quem concede o dom de apostolado à igreja. Isto aconteceu depois da ressurreição de Jesus. Ele ascendeu e deu dons aos homens - primeiro, aos apóstolos. A missão apostólica de Jesus está por completar-se, pois depois de sua ressurreição ela ainda continua através dos apóstolos do Novo Testamento, naqueles que foram enviados para representá-lo.

A mensagem que eles levaram foi: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as cousas" (At 3:19-21a).

A ULTIMA COMISSÃO DE JESUS.

A última expressão do apostolado de Jesus, sua última comissão. Deus enviou Jesus Cristo, que completou a obra da redenção e ressurgiu de entre os mortos. O ministério apostólico entra, então, numa nova dimensão com os apóstolos da igreja e culmina com a comissão final de Cristo para trazer a restauração de todas as coisas.

Tanto o ministério dos doze, quando o da companhia que os seguiu, devem ser vistos como uma extensão do ministério apostólico de Jesus. É o seu apostolado que está sendo incorporado neles. Ele está sendo enviado nos seus apóstolos. Vê-se isto mais especificamente no evangelho de João. "Em verdade, em verdade vos digo: Quem receber aquele que eu enviar, a mim me recebe" (Jo 13:20a). Aquele que recebe o enviado, recebe o próprio Cristo.


CONTINUADA POR SEUS APÓSTOLOS


"Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo" (Jo 17:18; 20:21). Vemos em João 17:21 que um propósito da comissão é "para que o mundo creia que tu me enviaste". O envio dos apóstolos não somente estendia o envio de Jesus Cristo, mas também o justificava e confirmava. A prova do apostolado de Cristo é o apostolado da igreja e se não houver um apostolado na igreja, não haverá nenhum testemunho do apostolado de Jesus. A tarefa principal dos apóstolos hoje ainda é trazer salvação e construir a casa do Senhor.

Os doze e àqueles que os seguiram são á extensão do ministério de Cristo. Foi dito muitas vezes que o ministério apostólico cessou com os doze, mas há evidência abundante no Novo Testamento de uma extensão de apostolado além dos doze. Em Efésios 4 vemos o apostolado como um dom do Senhor ressurreto, ao passo que os doze foram designados antes dele ressuscitar dos mortos.

Há pelo menos oito pessoas no Novo Testamento que são chamadas apóstolos: Barnabé e Paulo, Timóteo e Silas, Andrônico e Júnias, Apolo e Tiago. Em 1 Coríntios 15 os doze são colocados em contraste com os demais apóstolos (vv. 5,7,8). Em 2 Coríntios 11:13 e em Apocalipse 2:2 há referências aos falsos apóstolos. Se o apostolado fosse limitado aos doze, seria fácil demonstrar quem era falso.

É evidente, então, que há outros apóstolos no Novo Testamento, mas vamos observar a relação entre ele e os doze. Em muitas maneiras os doze foram singulares. Foram singulares em ser os primeiros apóstolos a representar o apostolado de Cristo. Eles não foram singulares por serem os únicos. Há sempre uma singularidade atribuída aos primeiros e é exatamente isto que se vê nos doze.

Em segundo lugar, foram singulares pelo fato de serem doze apóstolos. O número doze não é exclusivo, mas simbólico. Liga-nos ao povo de Deus do Velho Testamento. Os doze filhos de Jacó não foram designados para limitar sua descendência, mas para serem as primícias da mesma. Nos doze temos um símbolo ligando a nova comunidade com a velha. Eles foram as primícias de uma nova humanidade, as primícias da nova habitação de Deus. Foram singulares por serem os primeiros. Foram singulares por serem o elo entre o povo de Deus da velha aliança e o da nova aliança. Foram singulares em serem as primícias de uma nova humanidade. Aqui sua singularidade termina, e seu ministério essencial é continuado por muitos outros.

A FORMAÇÃO DE UM APÓSTOLO


1 - ORAÇÃO

Vamos agora à origem e preparação do ministério apostólico. Lucas registra como o ministério dos doze começou. "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos" (Lc 6:12,13). Da oração se originou o ministério apostólico. Não se ouve falar muito sobre oração para gerar ministérios, mas há uma necessidade vital disto em nossa época. Jesus orou e tenho certeza que ele ainda está orando para que surjam apóstolos. Precisamos alinhar as nossas orações com as Dele e então veremos algumas respostas. A oração é um alicerce para o surgimento de um apóstolo.

2 - DISCIPULADO

Ele os chamou de entre a companhia de discípulos. O discipulado é também um requisito para ser um apóstolo. Quando Paulo se refere ao seu apostolado em Romanos 1, ele começa assim: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo". Se nós não nos qualificarmos na escola do discipulado, certamente não vamos nos qualificar na escola do apostolado. É do meio dos discípulos, dos escravos de Jesus, que ele chama o apóstolo.

Todos nós temos consciência do preço do discipulado. "Se alguém quer ser meu discípulo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9:23). Se tudo que é envolvido no discipulado não for trabalhado profundamente em nosso espírito e em nossa experiência, não podemos começar a pensar em apostolado.

3 - O CHAMADO DE DEUS

Quero enfatizar mais um fato - que era Jesus quem chamava. O apostolado é um ministério que nenhum homem pode tomar sobre si. Nem é um ministério que um homem pode colocar sobre outro. Jesus chama; se ele não chamar, não haverá apostolado. A igreja pode, com seus meios normais, impor as mãos em um homem após outro para uma sucessão apostólica, mas o apostolado não vem assim. É uma extensão do Senhor ressuscitado, não uma extensão da mão do homem. Os ministérios podem surgir de maneiras diferentes; vemos, por exemplo, os apóstolos convidando a igreja para apontar homens para cuidar dos problemas das viúvas. Não é assim com o apostolado. Ele chama. Vez após vez Paulo reafirma que ele é um apóstolo de Jesus Cristo, não pela vontade do homem, mas pelo mandamento de Deus.

4 - ALÉM DO DISCIPULADO

A passagem paralela no evangelho de Marcos diz que "Jesus subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar" (Mc 3:13,14). Ele os designou para estarem com Ele. É uma frase tão simples, mas diz tudo. Dentre aqueles que haviam se provado na escola de discipulado, ele, por vontade divina, escolheu alguns para estarem com ele. Isto sugere claramente uma intimidade de relacionamento que transcende o discipulado. Foi dito dos apóstolos do Novo Testamento que os homens notaram que eles haviam estado com Jesus (At 4:13). O apóstolo é um homem que tem uma comunhão íntima com aquele que o envia. Isto é o que o Senhor tinha em mente quando ele disse, "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer" (Jo 15:14,15).

O discipulado do servo ainda continua, mas agora é absorvido numa amizade maior, uma intimidade maior com Jesus Cristo. É repartir todas as coisas "que eu tenho ouvido de meu Pai". "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades" (v.16). Ele os chamou para que estivessem com ele, para que ele pudesse enviá-los.

Fontes: Biblia sagrada
             Livros, estudos na net.   
             Ruach Ministries International
             Dr Graham Perrins

Um comentário:

  1. Manto.
    A questão é clara qto a vigência do Ministério Apostólico nos dias atuais.
    O que acontece é um contraponto:
    A dicotomia UNÇÃO E CARÁTER
    O caráter DEVE sustentar a Unção.
    Eu me refiro a caráter dos traços psicológicos :
    Índole, temperamento, natureza,personalidade,características, e etc
    O Fato de "Resistir"ao Apostólico deve-se não a falta de base Bíblica,mas a falta de referência pessoal.
    Abraço

    ResponderExcluir